sábado, 27 de março de 2010

de volta à ressaca...


a pior delas é a moral....
é imoral
e me tira o sono
a pior delas é a de doer a alma ,

e a de pensar?
me pego a pensar, a pensar, a pensar.



permaneço assim, nesse estado pensante, reflexivo e auto punitivo:

preciso, com todo meu ser criar ferida, tirar casquinhas, machucar de pra ver se deixo de ser asim, tão condescendente... impunemente, inconsequente.

És claro: na musica do caetaeno espero o desenvolvimento da parte B, enquanto vc toca aquele disquinho riscado: e esses a gt joga fora....

quarta-feira, 17 de março de 2010

a franja da encosta
cor de laranja
capim rosa chá
o mel desses olhos,
mel de cor ímpar
o ouro ainda não bem verde na serra
a prata do trem
a lua e a estrela!

quinta-feira, 11 de março de 2010

todo dia ela faz tudo sempre igual


há sempre uma ressaca presente nas quintas feiras

minha cabeça fica assim, pensativa e inquieta

há sempre uma ressaca presente nas sextas feiras

meu corpo quer se entregar ao chão mas meu peito pulsa no ritmo da musica

há sempre uma ressaca presente aos sábados

meu fígado tentando processar o alcool, que por sua vez processou minhas inquietações

há sempre uma ressaca presente aos domingos

meu corpo quer estar inerte por mais dias

há sempre uma ressaca presente nas segundas feiras

porque todo o mundo tem ressacas nas segundas...

há sempre uma ressaca presente nas terças feiras

muita gente em sequencia a me solicitar

há sempre uma ressaca presente nas quartas feiras

sou agua demais e corro pelas vielas.: sem pilar, fluxo contínuo, e sem limites...

no tengo medida...

sábado, 6 de março de 2010

quando a lua chega
de onde mesmo que ela vem
quando a gente nasce já começa a perguntar:
-quem sou, quem é, onde é que estou?
Mas quando amanhece quem é que acorda o sol
quando a gente acorda já começa a imaginar:
- Pra onde eu vou, qual é, onde é que vai dar?
Quando a estrela acende, ninguem mais pode apagar
quando a gente cresce tem o mundo pra ganhar
brincar, dançar, saltar, correr, meu deus do céu, aonde eu vim parar!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Há uma saudade pulsante no peito que transita entre os confetes coloridos. É como lançar a serpentina: uma parte busca o horizonte, alcança o além, outra parte fica. Para lembrar mos da partida. Mas sentir saudades trás o antigo presente de novo e o novo foge correndo de ti, afinal estás acompanhado. Numa voz rouca e grave, que vem se ajeitando à todos os cantos da festa, os pés passeiam pelas frestas da nova alegria. Há suor e cheiros, e a surpresa; lembraremos sempre daquelas palavras:é viva, é pulsante, e está aqui pra me lembrar disso!

Correria milhas passadas, ou voaria entre nuvens etéreas, num céu cor de anil para compartilhar minhas novas descobertas, e descubro que está aí o grande tesouro: é no "sem compromisso" cantado em noite quente, perto da rua que dá no mar, com gente feita da mesma matéria que eu, qe abro de novo a janelinha pra gritar em alto e bom som que está aí a grande diferença em estar junto à um corpo-carne-sonhos : desejo compartilhar. É só. Não há ciume, nem medo, ou possessividade que resista ao que realmente reequilibra esses que estão na sala de jantar...é o principio do meu desejo: quero compartilhar-me e compartilhar-te.

Comigo agora sons, confetes grudados no meu vestido lilás suado de dança, corpo pulsante, cabelo roçando meus ombros, um travesseiro branco, e uma clareira aberta no centro da testa. Só. Mas escrevo pra poder compartilhar esse momento único dessas impressões com você

..mas é carnaval, adivinha quem gosta de mim?

meu carnaval tem samba sim senhor
tem máscara, confete, serpentina,
meu carnaval tem palco
tem gente a dançar
no meu carnaval cachaça é água
Na mesma, praça, no mesmo banco, nas mesmas flores, no mesmo jardim!
Taí......eu fiz tudo pra você gostar de mim....


meu carnaval tem um acordeon vermelho
tem um piano marcado
tem uma batuque livre
tem uma baixo apaixonante
meu carnaval tem vozes
e cantos
e eu?
eu sou colombina.......

sábado, 20 de fevereiro de 2010

ausência (blem blem blem, txi txi txi, bum bum)

eu tenho medo de dizer que faço samba
porque um samba só se faz com muito amor
Deixei o doce dos meus dias para trás
e agora o amargo não me deixa nunca mais

tentei a cura me entregando aos amigos
mas alvorada me lembrava ilusão
de que a calma dos teus braços não me abraçam
de que é de mim que me escondo, em solidão

Mas mesmo que você fuja de mim